A
The Dow Chemical Company (Dow) e a Petrochemical
Industries Company (PIC) do Kuwait, subsidiária
integral da Kuwait Petroleum Corporation (KPC), anunciaram
hoje planos para formar uma joint-venture em partes
iguais para a criação de uma empresa
de produtos petroquímicos global e líder
de mercado.
“Estamos
criando uma empresa de petroquímicos que será uma
líder
global desde o seu primeiro dia de operações,
uma empresa de US$ 11 bilhões bem posicionada
para gerar uma maior lucratividade durante todo o
ciclo do setor”, destacou Andrew N. Liveris,
presidente do conselho e CEO da Dow. “Para
a Dow, esse acontecimento representa um importante
marco em nossa estratégia de transformação:
expandir os negócios de Básicos por
meio de joint-ventures; reduzir a intensidade de
capital; e ter recursos disponíveis para investir
em nosso portfólio de Perfomance e nos Negócios
Voltados para o Mercado (Market Facing Units).”
A
joint-venture, cuja sede será nos Estados
Unidos, produzirá e comercializará polietileno,
etilenoaminas, etanolaminas, polipropileno e policarbonato.
Estima-se que a JV alcançará receitas
superiores a US$ 11 bilhões (pró-forma)
e empregará mais de 5 mil funcionários
no mundo todo.
O
novo empreendimento terá como
principais vantagens competitivas o posicionamento
da PIC em matéria-prima e seu compromisso
com o crescimento global do setor petroquímico;
a posição da KPC como uma das dez maiores
empresas do mundo na área de energia/hidrocarbonos;
e a liderança de mercado e tecnologia da Dow
- incluindo sua posição como maior fornecedora
de polietileno, etilenoaminas e etanolaminas. A Dow
também manterá seus padrões
mundiais de segurança, meio ambiente e saúde
no novo empreendimento. Os clientes, por sua vez,
irão contar com uma fornecedora ainda mais
forte que oferecerá integração
de matéria-prima, cadeia de suprimentos global,
tecnologias avançadas e recursos para crescer
juntamente com a demanda dos clientes, além
do contínuo compromisso com o futuro do setor
petroquímico.
“Por
meio dessa joint-venture, a KPC ingressa em uma nova área
de produtos de especialidades baseados em importantes
tecnologias globais”, apontou Saad Al-Shuwaib,
CEO da Kuwait Petroleum Corporation. “A JV
possibilitará à PIC
expandir e diversificar sua presença no mercado
internacional de petroquímicos e, ao mesmo
tempo, explorar nosso relacionamento de longo prazo
com a Dow. Ao investir de forma seletiva em negócios
petroquímicos finais, estamos maximizando
o valor dos recursos de hidrocarbonos do Kuwait,
diversificando a economia do país e gerando
oportunidades de emprego.”
A
transação,
que deverá ser concluída no final de
2008, está sujeita à assinatura dos
contratos definitivos, às condições
usuais e às aprovações de agências
reguladoras. Para formar a nova empresa, a Dow venderá à PIC
uma participação de 50% nos ativos
da empresa incluídos na transação.
Tanto a PIC quanto a Dow colocarão na joint-venture
suas respectivas participações nos
ativos, ou seja, cada parte deterá uma participação
acionária de 50% na nova empresa. O valor
dos cinco negócios globais da Dow que formarão
a JV soma aproximadamente US$ 19 bilhões.
A Dow receberá cerca de US$ 9,5 bilhões
(antes do recolhimento dos impostos) da PIC pela
participação de 50%.
“A
Dow e a PIC têm um excelente histórico
operacional como parceiras. Estamos muito entusiasmados
com a formação desta importante joint-venture
que trará valor sustentável e de longo
prazo para nossas empresas e clientes”, afirmou
Michael R. Gambrell, vice-presidente executivo da
Dow para Plásticos e Químicos Básicos.
“A
joint-venture entre a PIC e a Dow estará posicionada
para se desenvolver rapidamente em economias que
apresentam grande crescimento, através do
acesso às matérias-primas de futuras
refinarias da KPC em regiões emergentes”,
ressaltou Maha Mulla Hussain, diretora-gerente da
Petrochemical Industries Company do Kuwait. “Isso
dará à nova JV a vantagem diferenciada
de contar com uma integração que englobará desde
as matérias-primas até os derivados
e, ao mesmo tempo, ser capaz de atender à crescente
demanda dos clientes em mercados emergentes.” |