A
empresa havia conseguido, em junho último,
financiamento de US$ 153 milhões via BNDES,
para a expansão de sua capacidade de produção
de PVC com base nas matérias-primas tradicionais
de petróleo. Mas agora decidiu somar mais
US$ 130 mil que serão captados no mercado
financeiro e mais cerca de US$ 20 milhões
em capital próprio para expandir também
a produção com etanol. A direção
da empresa espera que o mercado mundial proporcione
um prêmio alto para a resina verde. O diretor
geral e CEO da empresa no País, Augusto Di
Don Francesco, disse que "se serão 10%,
40% ou 50% ainda não sabemos, mas o mercado
saberá pôr o prêmio justo".
O total de US$ 350 milhões irão para
a criação de uma capacidade de 120
mil toneladas/ano de PVC de etanol, mais a expansão
da capacidade atual de 245 mil toneladas/ano para
355 mil toneladas de PVC ao ano.
Boom
de consumo
A
empresa espera que com o crescimento do crédito
imobiliário e obras de infra-estrutura em
toda a América Latina, o consumo per capita
na região passe de 4 quilos por habitante/ano
para algo próximo de 10 quilos, nos próximos
5 anos. De acordo com o presidente da Solvay no Brasil,
Paulo Schirch, "nos Estados Unidos estamos em
17 quilos, com o desenvolvimento dos países
latinos devemos ver um "boom" no consumo
e estamos nos preparando para isso". A partir
deste crescimento no consumo do PVC, a Solvay espera
também que haja diminuição na
importação de soda cáustica
no País, hoje de cerca de 30% do consumo.
Isso porque a soda, obtida na produção
do PVC, vem crescendo em demanda pelas indústrias
de celulose e mineração. Segundo Schirch, "hoje,
o País precisa importar soda, o que é custoso
já que 50% dela é água, enquanto
que o PVC tem demanda ainda reprimida". O PVC é composto
em 50% pelo petroquímico básico eteno
(do petróleo ou do álcool) e outros
50% de cloro. Este último é obtido
pela eletrólise do sal, da qual resultam o
cloro e a soda. A empresa espera uma receita potencial
de € 650 milhões anuais com a venda de
créditos de carbono vindos da produção
de PVC de etanol. A tecnologia para a produção
da resina verde, já é de domínio
da companhia desde 1962, quando a empresa deu início à produção
do PVC verde mas desistiu, ao conseguir matéria-prima
de petróleo da PQU. |