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  Brasil, 4 de Fevereiro de 2012
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Edição 22 - Balanço

 

Exportações de produtos químicos aumentam 25,6% até novembro

De janeiro a novembro, foram exportados mais de US$ 6,7 bilhões em produtos químicos, o que representa incremento de 25,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. As importações aumentaram 5,7%, ficando próximas a US$ 14 bilhões. O déficit da balança comercial brasileira de produtos químicos é 7% menor do que o registrado em igual período de 2004, caindo de US$ 7,9 bilhões para cerca de US$ 7,3 bilhões.

Em comparação a outubro, as exportações brasileiras de produtos químicos realizadas em novembro, que totalizaram pouco mais de US$ 596 milhões, tiveram queda de 3,2%. Já as importações aumentaram 1% na mesma comparação, somando US$ 1,3 bilhão.

Em volume, as exportações brasileiras de produtos químicos alcançaram 7,6 milhões de toneladas de janeiro a novembro, o que representa aumento de 10,3% em relação a igual período do ano passado. As importações sofreram queda de 17,5% em relação ao mesmo período de 2004, ficando próximas a 18,5 milhões de toneladas. Os produtos químicos de uso industrial representaram 86% do valor total das exportações e 96,7% do volume. Esses produtos responderam por aproximadamente 82% do valor total das importações e por 97,8% do volume.

 

Exportações de resinas plásticas crescem 16% em 2005

O Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp) informa que o balanço projetado das exportações de janeiro a dezembro foi da ordem de 886,4 mil toneladas. Essa marca superou 16,1% o mesmo período em 2004, quando o montante chegou a 763,2 mil toneladas. O destaque foi o polietileno de baixa densidade linear (PEBDL), que teve elevação de 45,3%. O polipropileno (PP) e o policloreto de vinila (PVC) tiveram crescimento de 42,2% e 26,4%, respectivamente.

Segundo o presidente Siresp, José Ricardo Roriz Coelho, apesar das expectativas de incremento nas vendas em território nacional, o desaquecimento do mercado interno incentivou as indústrias a escoarem sua produção para os mercados estrangeiros. O cenário externo, ainda abalado pelos efeitos dos furacões na América do Norte, apresentou grandes oportunidades de venda. “Com a parada de produção dos EUA, grande fornecedor regular de resinas plásticas, a falta de produtos ampliou o mercado consumidor atendido pelo Brasil, resultando no aumento das exportações”, destaca Roriz.

Os números do Siresp apontam elevação de 1,6% no consumo aparente (produção mais importação menos exportação), passando de 3.780 milhões de toneladas, em 2004, para 3.793,8 milhões de toneladas este ano. Entre as resinas, as 1.078,2 milhões de toneladas de PP ultrapassaram 3,8% a quantidade de 2004, enquanto que o PVC saltou 3,3%. O consumo aparente de polietileno de baixa densidade (PEBD) também cresceu e marcou 2,6% a mais que o registrado no ano passado.

De acordo com o presidente do Siresp, o ano de 2004 foi muito bom para toda a indústria brasileira. Entretanto, apesar dos esforços da cadeia produtiva, 2005 não esteve à altura do esperado. “Passamos por momentos adversos na economia. O primeiro semestre ficou abaixo das expectativas. Altas taxas de juros - ao longo do ano, excessiva carga tributária, forte valorização do real e, por fim, queda no PIB industrial marcam este ano para o nosso setor”, diz o executivo, que também aponta a crise política, cujo desenrolar se estende por meses, como responsável pelo declínio de novos investimentos e geração de negócios.

Apesar do cenário interno, houve crescimento de 2% na produção, de acordo com dados projetados do Siresp. A produção nacional chega perto de 4.150 milhões de toneladas. Entre os principais consumidores de plástico, o balanço da produção industrial, medido de janeiro a setembro pelo IBGE, aponta incremento da atividade nos setores automobilístico (8,8%), cosméticos (12,9%), linha branca (16,3%), embalagens plásticas (7,4%), alimentos e bebidas (3,9%) e construção civil, (2,9%). A produção de PP cresce 7,5%, seguida pelo PEBDL, 4,5%.

No acumulado de janeiro a dezembro, estima-se que as vendas internas de PEBDL cheguem a quantidades 2,2% maiores que em 2004. A projeção aponta incremento na venda interna também do polietileno de alta densidade (PEAD) e do poliestireno (PS), em 1,2% e 0,2%, respectivamente.

De janeiro a outubro, a indústria de resinas operou com 85% de sua capacidade produtiva. A indústria de insumos petroquímicos, por sua vez, trabalhou com 94% de sua capacidade instalada. O Siresp estima que consumo per capita de plástico aumente, este ano, dos atuais 23,2 kg/hab/ano, para 25 kg. Segundo Roriz Coelho, o setor acredita que no próximo ano a dinâmica da economia estará mais favorável para o crescimento da indústria petroquímica e do plástico.

Já de acordo com análise elaborada pela Comissão de Resinas Termoplásticas da Abiquim, no ano passado, foram produzidos no Brasil mais de 4,5 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e as importações somaram 697 mil toneladas. O consumo aparente, resultado da soma da produção com as importações, menos as exportações, alcançou 4,255 milhões de toneladas em 2005, com crescimento de 1,01%.

Os números referentes ao consumo aparente em 2005 englobam as seguintes resinas termoplásticas: polietileno de baixa densidade (PEBD), polietileno de baixa densidade linear (PEBDL), polietileno de alta densidade (PEAD), polipropileno (PP), poliestireno (PS), policloreto de vinila (PVC), copolímero de etileno e acetato de vinila (EVA) e o polietileno terftalato (PET). Os dados referentes à resina PET foram estimados pela Coplast.

 
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