De
janeiro a novembro, foram exportados mais de US$ 6,7
bilhões em produtos químicos, o que
representa incremento de 25,6% na comparação
com o mesmo período do ano passado. As importações
aumentaram 5,7%, ficando próximas a US$ 14
bilhões. O déficit da balança
comercial brasileira de produtos químicos é
7% menor do que o registrado em igual período
de 2004, caindo de US$ 7,9 bilhões para cerca
de US$ 7,3 bilhões.
Em
comparação a outubro, as exportações
brasileiras de produtos químicos realizadas
em novembro, que totalizaram pouco mais de US$ 596
milhões, tiveram queda de 3,2%. Já as
importações aumentaram 1% na mesma comparação,
somando US$ 1,3 bilhão.
Em
volume, as exportações brasileiras de
produtos químicos alcançaram 7,6 milhões
de toneladas de janeiro a novembro, o que representa
aumento de 10,3% em relação a igual
período do ano passado. As importações
sofreram queda de 17,5% em relação ao
mesmo período de 2004, ficando próximas
a 18,5 milhões de toneladas. Os produtos químicos
de uso industrial representaram 86% do valor total
das exportações e 96,7% do volume. Esses
produtos responderam por aproximadamente 82% do valor
total das importações e por 97,8% do
volume. |
O
Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas
(Siresp) informa que o balanço projetado das
exportações de janeiro a dezembro foi
da ordem de 886,4 mil toneladas. Essa marca superou
16,1% o mesmo período em 2004, quando o montante
chegou a 763,2 mil toneladas. O destaque foi o polietileno
de baixa densidade linear (PEBDL), que teve elevação
de 45,3%. O polipropileno (PP) e o policloreto de
vinila (PVC) tiveram crescimento de 42,2% e 26,4%,
respectivamente.
Segundo
o presidente Siresp, José Ricardo Roriz Coelho,
apesar das expectativas de incremento nas vendas em
território nacional, o desaquecimento do mercado
interno incentivou as indústrias a escoarem
sua produção para os mercados estrangeiros.
O cenário externo, ainda abalado pelos efeitos
dos furacões na América do Norte, apresentou
grandes oportunidades de venda. “Com a parada
de produção dos EUA, grande fornecedor
regular de resinas plásticas, a falta de produtos
ampliou o mercado consumidor atendido pelo Brasil,
resultando no aumento das exportações”,
destaca Roriz.
Os
números do Siresp apontam elevação
de 1,6% no consumo aparente (produção
mais importação menos exportação),
passando de 3.780 milhões de toneladas, em
2004, para 3.793,8 milhões de toneladas este
ano. Entre as resinas, as 1.078,2 milhões de
toneladas de PP ultrapassaram 3,8% a quantidade de
2004, enquanto que o PVC saltou 3,3%. O consumo aparente
de polietileno de baixa densidade (PEBD) também
cresceu e marcou 2,6% a mais que o registrado no ano
passado.
De
acordo com o presidente do Siresp, o ano de 2004 foi
muito bom para toda a indústria brasileira.
Entretanto, apesar dos esforços da cadeia produtiva,
2005 não esteve à altura do esperado.
“Passamos por momentos adversos na economia.
O primeiro semestre ficou abaixo das expectativas.
Altas taxas de juros - ao longo do ano, excessiva
carga tributária, forte valorização
do real e, por fim, queda no PIB industrial marcam
este ano para o nosso setor”, diz o executivo,
que também aponta a crise política,
cujo desenrolar se estende por meses, como responsável
pelo declínio de novos investimentos e geração
de negócios.
Apesar
do cenário interno, houve crescimento de 2%
na produção, de acordo com dados projetados
do Siresp. A produção nacional chega
perto de 4.150 milhões de toneladas. Entre
os principais consumidores de plástico, o balanço
da produção industrial, medido de janeiro
a setembro pelo IBGE, aponta incremento da atividade
nos setores automobilístico (8,8%), cosméticos
(12,9%), linha branca (16,3%), embalagens plásticas
(7,4%), alimentos e bebidas (3,9%) e construção
civil, (2,9%). A produção de PP cresce
7,5%, seguida pelo PEBDL, 4,5%.
No
acumulado de janeiro a dezembro, estima-se que as
vendas internas de PEBDL cheguem a quantidades 2,2%
maiores que em 2004. A projeção aponta
incremento na venda interna também do polietileno
de alta densidade (PEAD) e do poliestireno (PS), em
1,2% e 0,2%, respectivamente.
De
janeiro a outubro, a indústria de resinas operou
com 85% de sua capacidade produtiva. A indústria
de insumos petroquímicos, por sua vez, trabalhou
com 94% de sua capacidade instalada. O Siresp estima
que consumo per capita de plástico aumente,
este ano, dos atuais 23,2 kg/hab/ano, para 25 kg.
Segundo Roriz Coelho, o setor acredita que no próximo
ano a dinâmica da economia estará mais
favorável para o crescimento da indústria
petroquímica e do plástico.
Já
de acordo com análise elaborada pela Comissão
de Resinas Termoplásticas da Abiquim, no ano
passado, foram produzidos no Brasil mais de 4,5 milhões
de toneladas de resinas termoplásticas e as
importações somaram 697 mil toneladas.
O consumo aparente, resultado da soma da produção
com as importações, menos as exportações,
alcançou 4,255 milhões de toneladas
em 2005, com crescimento de 1,01%.
Os
números referentes ao consumo aparente em 2005
englobam as seguintes resinas termoplásticas:
polietileno de baixa densidade (PEBD), polietileno
de baixa densidade linear (PEBDL), polietileno de
alta densidade (PEAD), polipropileno (PP), poliestireno
(PS), policloreto de vinila (PVC), copolímero
de etileno e acetato de vinila (EVA) e o polietileno
terftalato (PET). Os dados referentes à resina
PET foram estimados pela Coplast. |