O
ano de 2005 registrou tanto boas quanto más
notícias para o segmento químico e petroquímico.
Se de um lado os resultados de alguns investimentos,
como o Pólo Gás-Químico, começaram
a funcionar, de outro, a alta taxa de juros e a desvalorização
do dólar trouxeram dificuldades. Isso porque
o mercado interno esteve desaquecido e a saída
natural, a exportação, teve queda no
faturamento em reais.
Dessa
forma, podemos citar como positivo o fato de as exportações
brasileiras de produtos químicos registrarem
crescimento de 24,6% em 2005, o segundo maior incremento
da história, atingindo US$ 7,3 bilhões,
de acordo com dados divulgados pela Abiquim. A associação
ainda destaca que com o bom desempenho das exportações
o déficit da balança comercial brasileira
de produtos químicos no ano, de US$ 7,9 bilhões,
recuou 7,4% em comparação a 2004.
Além
disso, os produtos químicos responderam por
6,2% do total das exportações do País
em 2005, que chegaram a US$ 118,3 bilhões.
Em volume, o País exportou 8,4 milhões
de toneladas em produtos químicos no ano passado,
11,9% a mais do que em 2004. As importações
foram superiores a 20,2 milhões de toneladas,
com queda de 16,1% em relação ao ano
anterior. Os produtos químicos de uso industrial
responderam por 86% do valor e por 96,7% do volume
total das exportações de 2005.
Esperemos
agora que 2006 traga melhores resultados, do ponto
de vista do faturamento, com a retomada do dólar,
mas principalmente com o aquecimento da economia local,
que continua apresentando demanda reprimida. Torçamos
para que, mais que hexacampeão de futebol,
o Brasil possa oferecer melhores condições
de consumo à população, mesmo
que pequenas, porque isso já representaria
muito no resultado final de toda a indústria
nacional.
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