Latin Chemical
  Brasil, 7 de Setembro de 2010
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Suzano fecha financiamento com o IFC

A Suzano Petroquímica anunciou a assinatura, em 14 de dezembro, de um contrato de financiamento de longo prazo no valor de US$ 200 milhões com o IFC (International Finance Corporation), braço privado do banco mundial.

Esse contrato representa a última etapa da estruturação financeira montada pela empresa em setembro de 2005 para aquisição do controle integral da Polibrasil, em um segundo momento para a reestruturação societária, que promoveu a incorporação da Polibrasil em 30 de novembro de 2004, transformando a Suzano Petroquímica em empresa operacional, e também pelo financiamento parcial da expansão de capacidade de produção de polipropileno das unidades de Mauá (SP) e Duque de Caxias (RJ) em 250 mil toneladas anuais, que permitirá à Suzano Petroquímica atingir capacidade de produção de 875 mil toneladas anuais até 2008.

“A Suzano Petroquímica tem sido um exemplo de gestão moderna e empreendedora, primando por melhores práticas de governança corporativa e pela inserção no mercado de capitais, atuando com transparência e com responsabilidade socioambiental. O reconhecimento internacional das práticas de governança corporativa da companhia veio com a inclusão do caso Suzano no livro “Estudos de Caso de Boa Governança Corporativa”, patrocinado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pelo IFC”, declara Sarah Kebet-Koulibali, diretora-associada para a América Latina do IFC e responsável pelo Brasil.

Para João Nogueira Batista, vice-presidente da Suzano Holding e diretor financeiro e de relações com investidores da Suzano Petroquímica, “esse financiamento é um aval à estratégia de buscar a liderança nesse setor em bases sustentáveis, uma vez que o compromisso que assumimos com o mercado de capitais tem levado a uma melhoria constante da percepção do nosso risco, tornando possível, ao mesmo tempo, o financiamento do crescimento da Suzano Petroquímica e a redução do nosso custo de capital”.

 

Brasil sedia 1º evento do Invest Plastic

No mês de outubro o Brasil foi palco de um grande encontro, que reuniu empresários do setor petroquímico, mercado financeiro e especialistas da London Metal Exchange (LME) para debater a viabilidade de uma nova opção de negociação de resinas plásticas. O 1º Fórum Internacional Plástico na Bolsa de Londres (Invest Plastic) teve como objetivo permitir a compreensão dessa nova estratégia que trabalha com o gerenciamento de riscos por meio de uma proteção ao investidor, contra oscilações e especulações do mercado, vinculada a contratos de longo prazo.

Os contratos de plásticos na LME oferecem ferramentas para gerenciar a exposição à volatilidade de preço. “Trata-se de uma tendência que vem sendo discutida no mundo e considerada mais uma opção de informação e negociação”, afirma Mariângela Guazelli, organizadora do evento e responsável pela presença da LME no Brasil.

O Invest Plastic busca ainda estimular agentes do segmento petroquímico, presentes na América Latina, a adotar essa prática como mais uma alternativa de negócio. Atualmente, o portfólio de investimentos é composto pelas resinas PEBDL e PP, porém será ampliado para as demais resinas da indústria petroquímica em breve.

A escola do Brasil como sede do Invest Plastic ocorre por causa da sua posição de líder latino-americano e oitavo maior produtor petroquímico no mundo. Composto por quatro painéis, o Invest Plastic contou com a apresentação “Produtividade e Competitividade da Indústria do Plástico”, feita por Luiz Mendonça, presidente o INP. Em seguida, o professor do Ibemec e especialista em bolsa de mercadoria e futuro, Rodrigo Rasga, fez uma explanação detalhada de como funciona o processo de negociação de resina em bolsa.

O evento também contou com a participação do consultor e especialista na área tributária de bolsa de mercadoria e futuro, Sandro Rodrigues, que mostrou ao público presente todos os aspectos legais e tributários dessa modalidade de negociação. Em seguida, Jeremy Golwyn, porta-voz da empresa Sucden (do Reino Unido), analisou todos os aspectos da negociação de plásticos na bolsa, desde seu início em maio de 2005, abordando números de contratos concluídos e tendências. O ciclo de palestras foi encerrado pelo consultor Evandro Soares, que mediou as discussões entre os conferencistas e o público participante.

 

Bayer lança prêmio

A Bayer MaterialScience, uma divisão do Grupo Bayer, lançou no mês de novembro, durante o 8º Congresso Brasileiro de Polímeros em Águas de Lindóia (SP), o Bayer MaterialScience Latin América Innovation Prize. A iniciativa inédita premiará as melhores idéias da comunidade acadêmica latino-americana sobre os produtos da empresa ou seus processos de produção.

“O objetivo é buscar soluções inovadoras capazes de melhorar a qualidade de vida e mostrar que a empresa está presente no dia-a-dia das pessoas", afirma Armin Burmeister, presidente da divisão MaterialScience para a América Latina e porta-voz do Grupo Bayer no Brasil.

O prêmio está alinhado com o conceito VisionWorks, por meio do qual a Bayer MaterialScience mostra que não só desenvolve produtos ou aplicações globais, mas também é referência para mercados do futuro. VisionWorks representa o know-how que a Bayer MaterialScience desenvolve materiais e busca soluções para tornar as visões de seus clientes em realidade.

Os professores, estudantes universitários e alunos de pós-graduação que tenham estudo ou pesquisa nas áreas de química, química de polímeros e macromolecular, engenharia química, ciência de materiais ou áreas similares poderão se inscrever no Bayer MaterialScience Latin América Innovation Prize.

Os trabalhos, que devem ter até 15 páginas, serão avaliados de acordo com os seguintes critérios: excelência do conteúdo e do material; singularidade ou inovação, mostrando originalidade; relevância aos tópicos; clareza, objetividade e facilidade de entendimento; possibilidade de execução da idéia; e relevância para os produtos da Bayer MaterialScience.

Os trabalhos podem ser enviados até 1º de novembro de 2006, por meio do site www.bayer-innovationprize.com.br. As três melhores idéias serão premiadas. O primeiro colocado receberá R$ 30 mil; o segundo, R$ 20 mil; e o terceiro, R$ 10 mil. A cerimônia de premiação será realizada em abril de 2007 durante a BrasilPlast (Feira Internacional da Indústria do Plástico) em São Paulo.

Outro fato inédito da Bayer MaterialScience é sobre seu faturamento global, que em 2005 deverá ficar acima de 10 bilhões de euros. Essa previsão é feita com base nos resultados do primeiro semestre, quando as vendas mundiais tiveram um aumento significativo até 33% em relação ao mesmo período de 2004, chegando a 5 bilhões e 278 milhões de euros.

Na América Latina, as vendas também ficaram acima da expectativa, chegando a US$ 202 milhões no primeiro semestre de 2005. No acumulado até o mês de junho, a Bayer MaterialScience chegou a ter 48% acima do mesmo período do ano passado. O Brasil foi responsável por cerca de 55% do faturamento de toda região, seguido pelo Grupo Andina/Centro, com aproximadamente 30%, e ConeSul, com 15%.

“Para nós o desenvolvimento do negócio da Bayer MaterialScience é resultado da qualidade e da inovação dos materiais que oferecemos e do empenho de nossos colaboradores. Nós já estamos entre os líderes de mercado, mas queremos alcançar a liderança absoluta nos nossos principais segmentos”, declara Burmeister.

 

Petroflex planeja novos projetos

A Petroflex, fabricante de borracha sintética na América Latina, com escritórios na Holanda, China, Estados Unidos e Brasil (SP), e centros de abastecimento na Itália e Venezuela, realizou no mês de novembro um evento no Hotel Hilton, em São Paulo, onde foi apresentada a terceira onda de sua internacionalização e o lançamento do livro “Technology The Brazilian Truth”, sobre comércio exterior. O diretor comercial Wanderlei Passarella ainda revelou os próximos passos da empresa no mundo.

O posicionamento da Petroflex nos próximos anos seguirá as diretrizes do planejamento estratégico para o período de 2003 a 2007. Dessa forma, três projetos corporativos serão implementados: tradução de criação de valor, atuação diferenciada nos mercados interno e externo e excelência operacional.

A Petroflex investe permanentemente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e processos, sempre com a atenção voltada aos clientes e às necessidades do mercado. A área industrial participa ainda da interação socioeconômica e ambiental com as comunidades vizinhas aos seus parques industriais, por intermédio de diversas ações sociais.

Outra iniciativa da Petroflex é o desenvolvimento de uma série de projetos voltados para preservação ambiental e melhoria da qualidade de vida de seus funcionários e da comunidade local. No total, são 20 projetos, desenvolvidos em localidades próximas de suas três unidades fabris. Em sua maioria, as ações são elaboradas em parceria com organizações não-governamentais, associações de moradores, universidades e órgãos como o Sesi/Senai.

A empresa anuncia também a mudança da localização de sua sede para o Centro Empresarial Mario Henrique Simonsen, na Barra da Tijuca, proporcionando maior conforto e acesso a uma moderna infra-estrutura tecnológica para seus funcionários, clientes e fornecedores. A partir de janeiro de 2006, as gerências comerciais e a área de marketing passam a funcionar no seguinte endereço: Avenida das Américas nº 3.434 bloco 7 - 2º andar, Barra da Tijuca (RJ). Já o departamento de suprimento e compras da Petroflex permanece em Duque de Caxias.

 

Distribuição comemora conquistas

No último dia 8 de dezembro foi realizado o jantar de confraternização da Associquim-Sincoquim (Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos e Sindicato do Comércio Atacadista de Produtos Químicos e Petroquímicos), no Buffet França, em São Paulo. Na ocasião, foram destacadas as conquistas do setor neste ano, entre elas a reforma da sede da entidade, terminada recentemente, e o aumento das empresas certificadas pelo Programa de Distribuição Responsável (Prodir). Além disso, foram entregues prêmios às associadas mais antigas: Akzo Nobel, por data de fundação; e D W Albanese, por data de filiação.

Rubens Medrano, presidente da Associquim-Sincoquim, destacou que o setor obteve ganhos importantes em 2005, contabilizando 33 empresas certificadas pelo Prodir, com um total de 79 sites auditados. Por outro lado, Medrano adiantou que o setor deverá ter faturamento em dólar maior neste ano, principalmente pelo desempenho das exportações e pelos ganhos de produtividade das empresas.

 

Abiplast entrega prêmios e revela queda de 3% no faturamento em 2005

Com a presença de aproximadamente 350 pessoas, foi realizado o jantar do XXII Encontro Nacional do Plástico, organizado pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), que contou também com a entrega do Troféu Dílson Domingos Funaro. Este ano os homenageados foram: José de Santa Rita Vaz, diretor da BASF, na categoria resinas; José da Rocha Pinto, membro do conselho da M. Agostini, na categoria transformação de material plástico; e ainda Jorge Lakatos, diretor da Eletro-Forming, na categoria máquinas e equipamentos.

Em sua saudação aos convidados, Merheg Cachum, presidente da Abiplast, fez duras críticas à condução da política econômica do governo federal. Ele responsabilizou as elevadas taxas de juros e a depreciação cambial por um desempenho não tão satisfatório da indústria do plástico. Em razão da queda no consumo, a entidade trabalha com uma perspectiva de queda de 2,94% no faturamento total do setor, que somará R$ 39,25 bilhões. Em dólar, a receita apresentará crescimento de 19,56% e atingirá US$ 15,74 bilhões. Para Cachum esse número é enganoso e não serve como referência, já que o preço das matérias-primas subiu muito. As exportações totalizarão US$ 960 milhões, montante 21% maior que os US$ 793 milhões de 2004.

De acordo com dados da Abiplast, o que provocou o recuo na receita do setor foi um declínio no consumo aparente nacional de plástico (produção mais importações menos as exportações). Em 2005 ele totalizará 4,22 milhões de toneladas, 1,35% menor em relação a 2004, (4,27 milhões de toneladas). Também o consumo per capita de plástico diminuirá 4,08% neste ano, recuando dos 23,61 quilos por habitante em 2004 para 22,65 quilos neste ano.

No início do ano, a Abiplast previa um crescimento entre 5% e 6% do consumo aparente de produtos plásticos transformados. Segundo levantamentos da entidade, os segmentos da indústria de saneamento básico e construção civil foram os que mais diminuíram seu consumo. Para Cachum, a razão do declínio no consumo dessas áreas está na falta de investimentos do governo. “A economia de um modo geral foi problemática. Foi um ano difícil, tanto que o PIB vai crescer só 2,5%”, afirma.

 

10º Enaiq reúne mais de 500 em São Paulo

Mais de 500 pessoas, entre investidores e profissionais da indústria química, participaram do 10º Encontro Anual da Indústria Química, realizado dia 9 de dezembro. A apresentação do encontro ficou a cargo da jornalista Ana Paula Padrão, que entrevistou dirigentes e executivos da indústria química, de segmentos do setor e coordenou o debate com os presidentes das associações que representam a indústria têxtil, o setor de agribusiness, a indústria eletroeletrônica e os transformadores de plásticos. Também foram apresentados dados referentes ao desempenho do setor em 2005 e debatidas as perspectivas da indústria química e de segmentos industriais consumidores de produtos químicos para o próximo ano.

O vice-presidente do conselho diretor e coordenador da comissão de economia da Abiquim, José Mascarenhas, analisou o desempenho do segmento de produtos químicos industriais em 2005. O faturamento do segmento chegará a US$ 40 bilhões este ano, com crescimento de 2,1% em reais e de 21,2% em dólares. Para Mascarenhas, a variação cambial teve forte influência sobre os resultados do setor em 2005.

José Ricardo Roriz Coelho, coordenador da Coplast – Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas da Abiquim, ao analisar o desempenho do segmento em 2005, destacou que o consumo aparente crescerá apenas 1,6% no ano. Ele atribuiu o resultado ao alto crescimento do setor em 2004, ao excesso de estoques no primeiro semestre e ao aumento dos preços das matérias-primas. Roriz ressaltou que o programa Export Plastic elevou em 100% as exportações de produtos plásticos transformados.

Em 2005, o faturamento do segmento de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos cresceu 40,6% em dólares e 15,4% em reais. Já o segmento de defensivos agrícolas teve queda no faturamento de 18% em dólares e de 31% em reais.

A indústria química brasileira terá um faturamento em torno de US$ 70 bilhões este ano, com crescimento de 15,8% em dólares e queda de 2,7% em reais, na comparação com 2004. As exportações brasileiras de produtos químicos deverão alcançar US$ 7,5 bilhões este ano e as importações ficarão próximas a US$ 15,5 bilhões.

Ainda durante o evento, o presidente da Associação Brasileira do Agribusiness, Carlos Lovatelli, o presidente executivo da Associação Brasileira de Plásticos, Merheg Cachum, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, Paulo Saab, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, Josué Gomes da Silva, e o presidente do conselho diretor da Abiquim, Carlos Mariani Bittencourt, analisaram o cenário econômico previsto para o próximo ano.

A Abiquim fez a entrega do Prêmio Abiquim de Exportação às empresas que se destacaram no mercado exterior: BASF, Braskem, Copesul, Dow Brasil, Ipiranga Petroquímica, Monsanto, Oxiteno, Petroflex e Rhodia Poliamida conquistaram o Prêmio Abiquim de Exportação na categoria Clube dos Grandes Exportadores, por terem exportado mais de US$ 100 milhões. Já a Gelita do Brasil ganhou o prêmio na categoria Destaque Exportador por ter registrado a maior participação em vendas externas no seu faturamento, e a Petroquímica União conquistou o prêmio na categoria Empenho Exportador por ter realizado o maior incremento de vendas externas.

Já o Prêmio de Tecnologia, entregue pelo ministro Sergio Rezende, da Ciência e Tecnologia, e pelo coordenador da com issão de tecnologia da Abiquim, Kurt Politzer, foi para a Braskem, vencedora pelo segundo ano consecutivo na categoria Empresa. A Electrosolution Arruda e Bertazzoli ganhou o prêmio na categoria Empresa Nascente, e Fernando Galembeck e João de Brito foram os vencedores na categoria Pesquisador.

 

Segurança no transporte é tema de congresso inédito

A Clorosur (Associação Latino-Americana da Indústria de Cloro, Álcalis e Derivados), a Abiclor (Associação Brasileira de Álcalis, Cloro e Derivados), e o Sindicato Nacional da Indústria de Álcalis reuniram cerca de 200 profissionais do setor no I Congresso Latino-Americano de Transporte de Cloro-Álcalis e Derivados, que aconteceu em 22 de outubro, em São Paulo, simultaneamente ao VIII Encontro de Transporte de Cloro-Álcalis e Derivados. O objetivo do encontro foi trocar experiências, melhorar técnicas e procedimentos, discutir normas e regulamentações para aprimorar a segurança no transporte de produtos da indústria de cloro. Além dos principais executivos brasileiros, o evento contou também com a participação de representantes da América do Norte (Frank Reiner, vice-presidente de transporte e armazenagem do Chlorine Institute) e da Europa (Jean Pol Debelle, diretor técnico da Eurochlor).

“Encontros como esse são de fundamental importância; afinal, todos os conceitos que contribuam com o crescimento sustentável do mundo, como respeito ao ambiente, responsabilidade social e, no nosso caso, segurança no transporte, precisam ser debatidos”, afirmou Carlos Alberto Tieghi, presidente da Abiclor. A dimensão do setor e a quase onipresença do cloro e de seus derivados no cotidiano das pessoas são outros fatores que justificam um espaço democrático para o intercâmbio de experiências. Os insumos estão presentes na produção de papel, celulose, cosméticos e na composição de 85% dos medicamentos. Além disso, o cloro é imprescindível para o tratamento de água em todo o mundo e está presente, direta ou indiretamente, em 50% da produção química mundial, conforme ressaltou Arthur César Whitaker de Carvalho, presidente da Carbocloro S/A Indústrias Químicas.

 
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