O
dano dos solventes ao ambiente pode ser muito reduzido
com um novo produto que pode substituir os derivados
de petróleo na solvência dos desinfetantes.
Com base em polímeros acrílicos, ele
é biodegradável, não é
tóxico, não tem cheiro e não
é inflamável. O autor do achado ecológico
é Rui Vieira, aluno do curso de Biologia da
Universidade Regional de Blumenau (Furb), que se inspirou
em sua antiga experiência profissional. Como
Vieira trabalhou em empresas de desinsetização
e conheceu bem as necessidades do mercado, ao entrar
na faculdade decidiu aliar seu conhecimento prático
às teorias. Sua idéia era desenvolver
nos laboratórios do curso um solvente biodegradável.
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| Marcelo Pereira / Universia |
O
projeto, que será seu trabalho de conclusão
de graduação, venceu o Prêmio
Santander Banespa de Empreendedorismo na categoria
Indústria e por isso Vieira recebeu o prêmio
de R$ 50 mil em cerimônia realizada no dia 24
de novembro, no Palácio dos Bandeirantes, sede
do governo do Estado de São Paulo. Além
do prêmio na categoria, Vieira leva também
a premiação extra, o Prêmio Brasil,
no valor de R$ 50 mil, como o melhor finalista. O
candidato foi escolhido como autor do melhor projeto
entre todos os inscritos. Ao todo, foram 897 inscrições
efetuadas, sendo que 691 foram trabalhos voltados
para empreendedorismo e 206 para pesquisas científicas.
A
fórmula foi testada em duas empresas de Blumenau,
com resultados muito bons. Vieira já deu entrada
nos documentos para registrar a fórmula, primeiro
passo para colocar o produto no mercado. Sua intenção
é encontrar um parceiro para explorar o mercado
ou oferecer a formulação para laboratórios
interessados. "O risco desse projeto é
baixo, pois o solvente foi desenvolvido a partir de
uma demanda do mercado. As empresas querem oferecer
um produto eficiente e inofensivo para o ser humano
e sem riscos para o patrimônio dos clientes
e danos ao ambiente", afirma o acadêmico.
No
começo, as pesquisas se centraram na aplicação
do produto em cupins na madeira seca, mas ao longo
dos experimentos constatou-se que também era
eficiente para uso concomitante com desinfetantes
para eliminar pragas, como pulgas, formigas e carrapatos.
Agora, Vieira tem estudado outros setores para formular
um produto especifico coadjuvante para ser usado conjuntamente
com inseticidas no combate a pragas na agricultura.
Com isso, o uso dos derivados de petróleo podem
ser bastante reduzidos, contribuindo para a melhoria
do ambiente..
Prêmios
O
objetivo dos prêmios Empreendedorismo e Ciência
e Inovação é incentivar a pesquisa
científica no meio universitário e o
empreendedorismo. O Santander Banespa de Empreendedorismo
destina-se a graduandos e pós-graduandos que
desenvolverem o melhor plano de negócios, com
prêmios de R$ 50 mil para o vencedor de cada
uma das cinco categorias - Indústria, Comércio,
Serviços, Tecnologia e Responsabilidade Social.
O melhor dos cinco finalistas recebe ainda prêmio
adicional de R$ 50 mil.
Já
o Prêmio Ciência e Inovação,
também dividido em segmentos - Indústria,
Comércio, Serviços e Responsabilidade
Social -, premia recém-doutores que produzirem
as melhores pesquisas de caráter tecnológico
inovador. O vencedor de cada categoria recebe R$ 50
mil.
Os
prêmios Santander Banespa de Empreendedorismo
e Santander Banespa de Ciência e Inovação
fazem parte de um programa do banco de apoio à
educação superior no Brasil, para o
qual serão destinados R$ 100 milhões
entre 2005 e 2007, em bolsas de estudo para graduação
e pós-graduação, no lançamento
desses dois prêmios nacionais e em um projeto
de inclusão digital.
Todos
os planos que concorrem ao Prêmio Santander
Banespa de Empreendedorismo são avaliados pela
inovação, coerência estratégica,
viabilidade técnica e financeira, potencial
para criação de riqueza e geração
de emprego e também impactos social e ambiental.
A avaliação e o julgamento dos projetos
são feitos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico - CNPq.
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