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  Brasil, 3 de Setembro de 2010
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Suzano Petroquímica ganha PNQ e inicia expansão

A Suzano Petroquímica inicia a primeira fase de expansão de sua unidade industrial em Mauá (SP), que está em funcionamento desde 1978 e é considerada hoje a mais moderna do mundo em tecnologia e produção. A companhia, líder no mercado de polipropileno na América Latina, acaba de firmar contratos de licenciamento de tecnologia para as duas fases do projeto. A primeira, que tem previsão para conclusão em 2006, garantirá a ampliação da capacidade produtiva de 300 mil toneladas para 360 mil toneladas. Já a segunda fase aumentará de 360 mil para 450 mil toneladas a capacidade produtiva, até 2007.

A Suzano Petroquímica também conquistou da FNQ (Fundação Nacional de Qualidade) o Prêmio Nacional de Qualidade 2005, reconhecimento conferido às companhias que trabalham na busca permanente da excelência na gestão. “Trata-se de importante reconhecimento de nossas práticas, baseadas em uma política de trabalho que prioriza a inovação, o crescimento, a rentabilidade e a sustentabilidade”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho (foto), superintendente da Unidade de Polipropileno da companhia.

Outro prêmio que a companhia recebeu foi o Hall of Fame Award, concedido pela consultora americana BScol (Balanced Scorecard Colaborative). O motivo que conferiu à Suzano Petroquímica o prêmio foi o seu diferencial na aplicação efetiva de uma ferramenta chamada BSC (Balanced Scorecard), a qual é um modelo de gestão que auxilia as organizações a traduzir estratégias em objetivos operacionais que direcionam comportamentos e performance.

 

Degussa incrementará produção de H2O2

A Degussa acaba de confirmar o seu plano para aumentar a capacidade de produção de peróxido de hidrogênio (H2O2) no Brasil para 100 mil toneladas por ano, o que dobra a capacidade atual. A expansão será realizada em duas etapas: a primeira, já em andamento, envolve a expansão de sua fábrica em Barra do Riacho (ES) para 70 mil toneladas anuais, com a utilização de uma tecnologia própria da Degussa que permite aumentar a produtividade da solução de trabalho.

A segunda etapa, prevista para ser implementada pouco depois, consiste na construção de uma segunda linha de produção, com capacidade anual inicial de 30 mil toneladas. Essa capacidade poderá ser elevada com pequenos investimentos adicionais. Além da expansão da sua capacidade produtiva, a Degussa também investe fortemente na logística. A fábrica em Barra do Riacho é a única de H2O2 na América do Sul que tem acesso aos três principais meios de transporte: rodoviário, ferroviário e marítimo.

 

PNQ e nova pastilhadora na PQU

A unidade de negócios Unilene, da Petroquímica União (PQU) tem como grande destaque a nova pastilhadora, que entrará em funcionamento no início de 2006. Resultado de investimentos de R$ 10 milhões, o sistema que compreende o equipamento ocupará um prédio de dois andares, totalmente novo. Além da pastilhadora, o sistema contará com ensilagem, pesagem, ensacamento e rotulagem e elevará a capacidade da PQU de 16 mil toneladas anuais para 22 mil toneladas/ano. “Também atuamos na questão de proteção ambiental, com um sistema de tratamento de gases, e na parte de ergonomia, já que o operador encarregado do ensacamento contará com equipamentos que darão melhores condições nesse sentido”, comemora Roberto Ricardo de Mattos Arruda, gerente da unidade de negócios Unilene. Outro ganho apontado por Arruda diz respeito ao cabeçote da máquina, em formato de cilindro, que faz o gotejamento da resina em formato de pérolas, permitindo menor geração de pó, melhor manuseio pelo cliente e não apresentando aglomeração, apesar do alto taque do produto.

Além disso, a PQU foi outra empresa do segmento petroquímico que conquistou o PNQ neste ano. De acordo com o diretor-superintendente, Wilson Matsumoto, o prêmio é um novo marco na história da PQU que adotou, em 2001, um novo modelo de gestão, denominado PQU+Você, segundo os critérios de excelência da FNQ, visando sua sustentabilidade em um mercado cada vez mais competitivo e exigente.

Para alcançar esse objetivo de excelência e sustentabilidade, a empresa  passou a disseminar, interna e externamente, sua identidade - missão, visão e valores, e a cultura da excelência. A gestão integrada por objetivos estratégicos, com metas e indicadores bem definidos permitiu identificar focos de melhoria que resultou, já em 2004, na obtenção de certificação integrada nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001 e SA 8000 além do Troféu Governador do Estado concedido pelo Instituto Paulista de Excelência da Gestão.

 

Braskem amplia oferta de PVC e investe em isopreno

A Braskem concluiu a ampliação da capacidade de sua fábrica de PVC no pólo cloro-químico de Alagoas em 50 mil toneladas por ano, que representam 25% da sua atual capacidade, com investimentos da ordem de R$ 95 milhões. Na Bahia, está investindo R$ 77 milhões na ampliação da capacidade de isopreno em sua Unidade de Insumos Básicos.

A expansão em Alagoas foi concluída dentro de prazo e custos previstos, o que demonstra a capacidade da empresa em implementar seus projetos de acordo com o cronograma previamente definido. O investimento reflete a confiança da Braskem no crescimento do mercado de PVC. “Acreditamos na evolução positiva da demanda por PVC no País, que deverá receber um grande impulso com a retomada dos setores da construção civil e saneamento público”, comenta Roberto Simões, vice-presidente da Unidade de Vinílicos da empresa.

Com relação à ampliação, Simões destaca que o uso de tecnologia própria teve impacto positivo importante na competitividade do investimento feito no projeto. A tecnologia empregada, que consiste na utilização de condensadores de refluxo no processo de polimerização da resina, proporcionou à companhia o prêmio Finep de Inovação e Tecnologia em 2001. “Esse desenvolvimento reafirma a autonomia tecnológica como um dos focos estratégicos da Braskem e demonstra seu compromisso com a melhoria da competitividade da cadeia petroquímica e dos plásticos no país”, afirma o executivo.

Com a expansão, a Braskem reforça sua liderança no mercado de PVC, onde detém 59% de participação, e alcança uma capacidade total de produção dessa resina de 515 mil t/ano. “Para desenvolver ainda mais esse mercado, a empresa está reforçando sua estratégia de desenvolver outras resinas de PVC para novas aplicações, com o objetivo de aumentar sua competitividade”, conclui Simões.

Já o isopreno é utilizado principalmente para a produção de adesivos especiais, para a fabricação de materiais de escritório, fraldas descartáveis, aglomerados industriais e fitas adesivas, entre outros produtos. O prazo para a conclusão da expansão está previsto para final de 2006.

O isopreno da Braskem, única fabricante desse produto no Brasil, tem altíssima pureza e baixa disponibilidade no mercado internacional. ”A escassez no mercado e a elevada qualidade do isopreno o tornam um dos produtos de maior valor agregado da Braskem”, destaca Bernardo Gradin, vice-presidente responsável pela Unidade de Insumos Básicos da Braskem.

A ampliação da capacidade, que passará das atuais 18 mil t/ano para 26,5 mil t/ano até o final de 2006, representará aumento na produção de aproximadamente 50%. A taxa interna de retorno do projeto é de 49%, o que demonstra sua alta rentabilidade.

 
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