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  Brasil, 4 de Fevereiro de 2012
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Edição 22 - Petroquímica

 

Petrobras e PDVSA assinam parceria

 
Além da parceria na construção de petroquímica no Nordeste, as duas estatais de petróleo sul-americanas têm outros projetos para atuar em parceria.
 

A Petrobras e a PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), por intermédio de com a presença dos seus respectivos presidentes, José Sergio Gabrielli de Azevedo e Rafael Ramirez, assinaram convênios e acordos para a construção de uma refinaria em Pernambuco e parcerias nas áreas de exploração e produção. Para a construção de uma refinaria no Nordeste do Brasil, em Pernambuco, foi assinado documento prevendo o detalhamento dos estudos, iniciados em fevereiro.

A refinaria, com participação de 50% de cada empresa, terá capacidade para processar 200 mil barris de petróleo pesado por dia, metade da Petrobras e metade da PDVSA. O projeto, em fase de identificação de oportunidades, prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões.

Com esquema de refino orientado para maximizar a produção de óleo diesel e gás liquefeito de petróleo, a nova refinaria terá como objetivo principal atender ao crescimento da demanda de derivados do Nordeste, que hoje é deficitário em combustíveis. A possível localização da refinaria foi ampla e detalhadamente estudada em cinco estados do Nordeste.

Outro documento assinado foi um pré-acordo visando à formação de uma joint venture, com estrutura jurídica ainda a ser definida, para desenvolver campos de hidrocarbonetos na Venezuela, situados ao norte de Paria (rio Caribe, Mejillones Patao e Dragon). As reservas estimadas desses campos são de 11 trilhões de pés cúbicos (critério SPE) e os investimentos previstos chegam a US$ 2,2 bilhões. O documento preliminar prevê a conclusão das negociações até janeiro de 2006.

Mais uma parceria está relacionada com a execução dos estudos de quantificação e certificação das reservas do Campo Carabobo 1 da faixa do Orinoco, na Venezuela. O objetivo do acordo é a exploração conjunta do campo, por intermédio de empresa com participação de 51% da PDVSA e 49% da Petrobras. O Campo de Carabobo tem produção estimada de 150 mil barris diários de óleo extrapesado de 9 graus API. No caso de concretização da iniciativa, o petróleo será tratado visando deixá-lo com características semelhantes ao óleo do campo de Marlim.

Também foi assinado documento em que PDVSA concorda em fornecer os dados geológicos referentes aos campos de Lido, Limon, Nieblas, Adas e La Paz, para avaliação e certificação conjunta pela PDVSA e Petrobras. Para execução desse trabalho prevê-se a constituição de uma joint venture, com estrutura jurídica e participações ainda a serem definidas em função das avaliações das reservas certificadas e curvas de produção. As estimativas atuais são de reservas de 437 milhões de barris de óleo e 1,4 trilhão de pés cúbicos de gás.

Petrobras Energia

Foram assinados também convênios transitórios para a migração de contratos de serviços da Petrobras Energia S.A. (Pesa), referentes às áreas Mata, Acema, La Concepción e Oritupano-Leona, na Venezuela, nas quais a subsidiária da Petrobras tem participação, visando adequar seus termos e condições de operação à mudança na legislação local de petróleo. Os convênios prevêem a convocação de assembléias dos acionistas da própria Pesa e de sua controladora Petrobras Energia Participaciones S.A. (Pepsa) para homologar seus termos.

 
Sumário
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