A
Petrobras e a PDVSA (Petróleos de Venezuela
S.A.), por intermédio de com a presença
dos seus respectivos presidentes, José Sergio
Gabrielli de Azevedo e Rafael Ramirez, assinaram convênios
e acordos para a construção de uma refinaria
em Pernambuco e parcerias nas áreas de exploração
e produção. Para a construção
de uma refinaria no Nordeste do Brasil, em Pernambuco,
foi assinado documento prevendo o detalhamento dos
estudos, iniciados em fevereiro.
A
refinaria, com participação de 50% de
cada empresa, terá capacidade para processar
200 mil barris de petróleo pesado por dia,
metade da Petrobras e metade da PDVSA. O projeto,
em fase de identificação de oportunidades,
prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões.
Com
esquema de refino orientado para maximizar a produção
de óleo diesel e gás liquefeito de petróleo,
a nova refinaria terá como objetivo principal
atender ao crescimento da demanda de derivados do
Nordeste, que hoje é deficitário em
combustíveis. A possível localização
da refinaria foi ampla e detalhadamente estudada em
cinco estados do Nordeste.
Outro
documento assinado foi um pré-acordo visando
à formação de uma joint venture,
com estrutura jurídica ainda a ser definida,
para desenvolver campos de hidrocarbonetos na Venezuela,
situados ao norte de Paria (rio Caribe, Mejillones
Patao e Dragon). As reservas estimadas desses campos
são de 11 trilhões de pés cúbicos
(critério SPE) e os investimentos previstos
chegam a US$ 2,2 bilhões. O documento preliminar
prevê a conclusão das negociações
até janeiro de 2006.
Mais
uma parceria está relacionada com a execução
dos estudos de quantificação e certificação
das reservas do Campo Carabobo 1 da faixa do Orinoco,
na Venezuela. O objetivo do acordo é a exploração
conjunta do campo, por intermédio de empresa
com participação de 51% da PDVSA e 49%
da Petrobras. O Campo de Carabobo tem produção
estimada de 150 mil barris diários de óleo
extrapesado de 9 graus API. No caso de concretização
da iniciativa, o petróleo será tratado
visando deixá-lo com características
semelhantes ao óleo do campo de Marlim.
Também
foi assinado documento em que PDVSA concorda em fornecer
os dados geológicos referentes aos campos de
Lido, Limon, Nieblas, Adas e La Paz, para avaliação
e certificação conjunta pela PDVSA e
Petrobras. Para execução desse trabalho
prevê-se a constituição de uma
joint venture, com estrutura jurídica e participações
ainda a serem definidas em função das
avaliações das reservas certificadas
e curvas de produção. As estimativas
atuais são de reservas de 437 milhões
de barris de óleo e 1,4 trilhão de pés
cúbicos de gás.
Petrobras
Energia
Foram
assinados também convênios transitórios
para a migração de contratos de serviços
da Petrobras Energia S.A. (Pesa), referentes às
áreas Mata, Acema, La Concepción e Oritupano-Leona,
na Venezuela, nas quais a subsidiária da Petrobras
tem participação, visando adequar seus
termos e condições de operação
à mudança na legislação
local de petróleo. Os convênios prevêem
a convocação de assembléias dos
acionistas da própria Pesa e de sua controladora
Petrobras Energia Participaciones S.A. (Pepsa) para
homologar seus termos. |