Juros
altos, taxa de câmbio em queda, escândalos
na política, desastres naturais, alta nos preços
do petróleo, falta de investimentos em infra-estrutura
por parte do governo. Com um cenário como esse,
o crescimento da economia no Brasil foi, como descrito
por diversos empresários, pífio em 2005.
E isso se refletiu no setor de solventes industriais,
que deve fechar o ano com incremento de 2% a 3% sobre
2004, acompanhando o Produto Interno Bruto. Em 2006,
esse cenário deve começar a mudar, em
vista da previsão de queda nas taxas de juro,
movimento que já foi iniciado, e da liberação
das verbas por parte do governo, que tradicionalmente
abre os cofres em ano eleitoral, injetando dinheiro
novo na economia e incentivando principalmente o setor
de serviços e de construção civil.
Por
outro lado, produtores, formuladores e distribuidores
de solventes têm sido solicitados a investir
em desenvolvimento de produtos menos tóxicos
com preços competitivos, cenário que
deve perdurar por algum tempo, e em soluções
feitas sob medida, que facilitem o trabalho dos clientes
e reduzam custos. Isso faz com que o segmento seja
obrigado a ser cada vez mais especializado em soluções
e serviços, além de também trabalhar
com margens mais apertadas.
Hugo
Leonardi Gardelli, gerente de produto Solventes da
Oxiteno, conta que as expectativas para 2005 eram
de se obter crescimento entre 6% e 7%, mas deveremos
fechar o ano com algo entre 2% e 3%. “Esse resultado
reflete bem o comportamento do mercado de tintas e
vernizes, que, excluindo o mercado de tinta automotiva,
que teve um crescimento maior, entre 7% e 8%, deve
fechar o ano também com crescimento parecido,
isto é, entre 2% e 3%. Isso se deve a uma somatória
de fatores, dentre os quais, juros ainda altos, falta
de programa de incentivos e a não recuperação
do poder aquisitivo do consumidor final.”
Fernando
Luis Weber, engenheiro químico e gerente de
vendas de solventes da Copesul, resume: “Observamos
que a participação dos solventes hidrocarbônicos
vem decrescendo significativamente nos últimos
anos, fruto do desenvolvimento de formulações
alternativas neste segmento. A substituição
é gradual, tendo em vista as questões
técnicas (formulações que atendem
as necessidades dos diversos segmentos) e econômicas,
de tal forma que os preços não sejam
proibitivos aos consumidores finais.”
Já
Marcos Aurélio Basso, gerente de Desenvolvimento
de Produto e Mercado da Eastman, pondera que uma das
principais matérias-primas geradoras da cadeia
de solventes industriais é o petróleo
e durante o ano de 2005 a indústria teve seu
suprimento prejudicado, tanto por causa de conflitos
externos quanto por conta das catástrofes naturais.
“No entanto, com um sistema organizado para
se prevenir destes percalços, a Eastman garantiu
os suprimentos de solventes para seus clientes habituais.
Acreditamos que 2005, apesar de ter sido um ano de
crescimento na indústria como um todo, foi
marcado pelo esforço dos colaboradores da Eastman
para assegurar o fornecimento de produtos aos seus
clientes em tempos de crise.”
Celso
Luiz Tavares Ferreira, diretor da Unidade de Negócio
Coatis América Latina da Rhodia, por sua vez,
destaca a vantagem de pulverizar as áreas de
atuação: “Conseguimos continuar
evoluindo graças à nossa atuação
em mercados diversificados, como automobilístico,
tintas e vernizes e tintas de impressão, que
nos permitirão alcançar crescimento
de 6% nas vendas em 2005, comparado a 2004. Não
será um ano excepcional como foi 2004, mas
trará um bom resultado, apesar da situação
difícil em alguns mercados-chave, como calçadista
e moveleiro, que são fortemente exportadores
e tiveram sua atividade extremamente prejudicada pela
situação cambial.”
“Durante
o ano de 2005 o mercado reagiu de forma bem conservadora
em função dos grandes aumentos registrados
para o petróleo e seus derivados e ao alto
índice das taxas de juros com conseqüente
redução do crédito disponível
ao consumidor”, acrescenta Alberto Bittar, gerente
de vendas Fluidos Brasil da ExxonMobil Química.
No
segmento de distribuição, o comportamento
das vendas não foi diferente: “O ano
de 2005 trouxe recessão para todos os segmentos
da indústria brasileira. O mercado de solventes
sofreu fortes quedas no consumo, a inadimplência
e o desemprego aumentaram, além de fatores
externos, como importações e a própria
valorização do real frente ao dólar.
Atuamos em 28 segmentos e tivemos crescimentos expressivos
somente nos mercados de cosméticos e farmacêuticos,
onde nossa participação ainda é
pequena. Ao contrário, no segmento de tintas
e vernizes, onde a Best Química tem importante
participação, acima de 45% das nossas
vendas, houve redução na expectativa
de crescimento do setor e estamos terminando o ano
com números alinhados ao PIB, ou seja, em torno
de 2,5 a 3 %”, revela Eduardo Barrella, diretor
de negócios da Best Química.
“Os
volumes deverão sofrer queda em relação
ao ano anterior. Mercados como o de couros e calçados,
agroquímicos e tintas e vernizes serão
os principais responsáveis. A única
exceção ficará por conta do mercado
de tratamento de superfícies”, avalia
Gutenberg Souza Oliveira, gerente comercial da Brenntag
Química.
Victor
Luis Maluf Amarilla, diretor comercial da Carbono
Química, afirma que “o mercado de solventes
não sofrerá nenhuma mudança substancial,
pois essas terão de ser processadas por legislação
ou por exigência dos maiores fabricantes do
mercado. Os solventes hidrocarbônicos alifáticos
terão um crescimento pequeno; os solventes
hidrocarbônicos aromáticos não
terão aumento de consumo; os solventes oxigenados
terão um crescimento maior devido à
substituição de produtos com nível
de toxicidade maior; e os demais solventes, como os
clorados, nitrogenados, fluorados e outros, terão
uma pequena diminuição, por problemas
de higiene do trabalho. Enfim, teremos um pequeno
crescimento do setor em relação a 2004.
O que nos ocorre é que algumas aplicações
terão desenvolvimento acelerado, como por exemplo
a aplicação de produtos para agrodefensivos.
O intuito será oferecer produtos com menor
grau de fitotoxicidade e menor toxicidade na formulação
e na aplicação, bem como produtos com
melhor nível de biodegradabilidade”.
De
seu lado, Carlos Fernando de Abreu, diretor comercial
da Bandeirante Química, lembra que “em
2005 o mercado de solventes industriais apresentou
grande redução por influência
do mau uso de solventes alifáticos e aromáticos,
permitindo assim que as características diferenciais
se apresentassem em maior evidência que o preço.
A evolução natural dos processos nas
áreas metalúrgica, eletroeletrônica,
de embalagens, tintas gráficas, entre outras,
tem criado uma demanda crescente para solventes industriais,
sobretudo com características amigáveis
ao ambiente”.
E
João Miguel Thomé Chamma, gerente nacional
de negócios da Ipiranga Química, adiciona:
“A indústria brasileira, sofisticada
e complexa, tem hoje demanda para solventes industriais
básicos, como hidrocarbonetos e oxigenados,
solventes ecológicos (hidrocarbonetos alifáticos
com baixa cor, odor e conteúdo de aromáticos),
e também inicia demanda pelas especialidades
em solventes oxigenados. Por outro lado, as especificações
técnicas de solventes hidrocarbonetos alifáticos,
por exemplo, tendem a ser cada vez mais rígidas,
seguindo legislação de médio
prazo já estabelecida. A oferta de produtos
em 2005 foi alta, o que possibilitou à indústria
adquirir produtos com custos mais baixos, uma vez
que o crescimento industrial foi abaixo da expectativa
que havia inicialmente para o ano.”
Perspectivas
Para
2006, as expectativas são de reaquecimento
do mercado, seguindo o ritmo do mercado embalado por
ano de eleição. “A Oxiteno estima
para 2006 um crescimento maior do mercado de solventes
industriais em relação ao ano 2005,
apostando principalmente em uma recuperação
do setor de tintas. A perspectiva de queda de juros,
os anúncios de investimentos da indústria
em geral e por ser um ano eleitoral são fatores
que pesam a favor. Mundialmente, a Oxiteno estima
um crescimento entre 3% e 4 % do mercado de solventes
em 2006”, reitera Gardelli.
Basso,
por sua vez, analisa o mercado latino-americano: “Nesse
mercado existem dois segmentos, o de commodities e
o de especialidades. A Eastman atua nesses dois com
foco para o de especialidades na América do
Sul. Nesse caso, acreditamos em um franco crescimento
para 2006. O próximo ano será marcado
por importantes eleições presidenciais
na região. Esse é um fator a ser considerado
nas perspectivas. Mas, mesmo diante desse panorama,
acreditamos na continuidade do crescimento na América
Latina.”
Na
Rhodia, Ferreira acentua: “Acreditamos nas oportunidades
que estamos desenvolvendo em novos nichos de mercado
e no crescimento mais forte de nossos tradicionais
mercados o que nos leva a projetar um crescimento
2% acima do PIB para o mercado interno em 2006. É
preciso lembrar que o mercado brasileiro tem diversos
segmentos que dependem muito da exportação
e vêm sofrendo com o situação
do câmbio, o que dificulta, portanto, previsões
mais acuradas. Para o mercado mundial estamos prevendo
um crescimento de 5% no consumo de solventes oxigenados,
e deveremos continuar atuando de forma agressiva em
linha com o período 2004/5, quando dobramos
nossas exportações.Com os investimentos
que realizamos nesse período para ganhar competitividade
e capacidade de produção, teremos condições
de continuar crescendo no mercado mundial, apesar
da valorização excessiva do real. Temos
a liderança do mercado latino-americano de
solventes oxigenados e pretendemos continuar crescendo
por meio da atuação coordenada com nossos
escritórios regionais localizados em todos
os países da região. As perspectivas
da região são extremamente atraentes,
pois ela tem registrado crescimento econômico
acima da média mundial, e, portanto, gerando
boas oportunidades de novos negócios. Há
um grande potencial a ser desenvolvido e explorado
na região.”
Para
Bittar, as perspectivas para 2006 são as mais
otimistas possíveis, visto que há mercados
promissores ainda utilizando solventes pouco nobres
devido à falta de normas que regulamentem o
uso de solventes e estão em fase migração
para fluidos diferenciados. "Já no mercado
mundial, em função do avançado
estágio das leis que regulamentam as emissões
de produtos orgânicos, conteúdo de compostos
duvidosos nos solventes que podem atingir o homem
e o ambiente, estamos vendendo uma grande quantidade
de produtos adequados a tais legislações
e que são o foco dos nossos negócios
na linha de fluidos." Já em relação
à América Latina, continua: "Hoje
podemos dizer que a ExxonMobil Chemicals é
uma das únicas empresas na área de fluidos
com presença em toda a América Latina
e com escritórios de vendas em vários
países. A empresa possui refinarias na Nicarágua
e Argentina com produção de solventes
e uma fábrica de fluidos especiais no Brasil.
As perspectivas são as melhores possíveis
e existem planos para crescimento em todas as regiões."
Oliveira,
que ressalta que os focos dos atuais investimentos
da Brenntag na América Latina são Brasil
e México, avalia: "Com a moeda nacional
valorizada, as exportações do segmento
calçadista continuarão comprometidas
e é essa a nossa perspectiva. O mercado de
tintas e vernizes pode ter demanda maior, em vista
da maior quantidade de crédito disponível
para a construção civil, particularmente
em um ano eleitoral. O mercado agroquímico
é uma incógnita e o mercado de tratamento
de superfícies deve manter crescimento acima
da média.
Maluf, de seu lado, lembra que no mundo inteiro o
processo de susbstituição de tolueno
em muitas aplicações é um processo
irreversível, bem como de produtos clorados.
"As novas tecnologias em tintas, como tintas
cura UV, tintas em pó, altos sólidos,
têm deslocado o crescimento maior desses produtos
em detrimento do crescimento do consumo de produtos
base solvente. As novas tecnologias em agrodefensivos
diminuem drasticamente o crescimento do consumo de
solventes nesse segmento de mercado, bem como as novas
tecnologias em adesivos, como os produtos base água
e hot melt, diminuem muito o consumo de adesivos de
contato base solvente. O crescimento será pequeno
e vegetativo conforme o crescimento de cada mercado
no comércio mundial."
Para
ele, "a América Latina exige que as empresas
ofereçam facilidades técnicas, logísticas
e financeiras, aliando fornecimento contínuo
a um pacote de produtos que facilite o número
de operações de aquisição,
bem como a garantia de fornecimento contínuo.O
mercado latino-americano tem níveis de exigência
semelhantes ao brasileiro e as tendências são
as mesmas do Brasil.A utilização de
solventes provavelmente também terá
as mesmas tendências do mercado brasileiro".
Para
Hélio José Cury, presidente, Ana Maria
Machado Virginelli, diretora comercial, Saulo de Souza
e Silva, diretor operacional, e Eduardo Barrella,
diretor de negócios,todos da da Best Química,
"o mercado interno deverá ter crescimento
moderado, apesar de 2006 ser ano de eleições,
quando a economia sempre aquece e gera empregos, principalmente
no setor de serviços. Deve haver um incentivo
à industrialização do Brasil,
com a retomada de investimentos estrangeiros e crescimento
da economia em torno de 3% a 5%. No setor de solventes,
tudo dependerá de como as refinarias (Petrobras
e centrais petroquímicas) administrarão
os seus preços em função da provável
estabilização do preço do barril
de petróleo ao redor de US$ 50. A política
de preços da indústria química
é decorrência da anterior". A mesma
equipe reforça: "As decisões sobre
a taxa de juros, política cambial e as linhas
de financiamento para a indústria, comércio,
agricultura e crédito pessoal também
terão importante papel no crescimento do País.
Precisamos afastar o 'capital especulativo' e incentivar
o 'capital voltado à produção'.
Os resultados e ações na área
política, tais como finalização
das CPIs, acertos entre partidos para a escolha de
candidatos à Presidência da República,
Senado, Congresso e governos estaduais também
irão interferir nos rumos da economia e da
credibilidade do Brasil frente ao seu povo e a outras
nações."
Além
disso, os executivos da Best alertam: "Em nível
mundial teremos mudanças importantes. Devemos
estar atentos à política externa e ao
endividamento dos Estados Unidos, ao comportamento
da China, às novas refinarias do Oriente Médio
- cujas obras serão finalizadas no final do
segundo semestre de 2006 - e ao tom que se dará
às atividades conjuntas do Mercosul frente
à Alca (Área de Livre Comércio
das Américas) e aos países ricos (G-8).
Em relação à América Latina,
acreditamos na força e na 'aparelhagem' (natural,
física, intelectual e criativa) do Brasil.
Precisamos de novas lideranças, carismáticas,
com vontade de trabalhar e de transformar nossa nação
a ponto de nos tornarmos líderes regionais,
de fato. Vamos continuar importando insumos que não
existem no Brasil e incrementar nossas exportações,
principalmente para os países vizinhos."
Ressaltando
que a Ipiranga Química possui hoje atuação
somente no mercado interno brasileiro, trazendo seus
produtos de vários fabricantes mundiais, Chamma
prevê: "O ano de 2006 mostra-se como um
ano de crescimento ligeiramente superior a 2005 para
a indústria brasileira, o que ainda não
é o nível de crescimento necessário
para acompanhar o crescimento mundial. Teremos ainda
crescimentos importantes nos países industrializados
da Ásia, e também nos EUA. Em termos
de oferta/demanda de solventes industriais, vemos
um ano de estabilidade, o que deve também se
traduzir em estabilidade de preços. A elevação
de preços de solventes ocorrida em setembro/outubro
de 2005 (efeito Katrina) foi eliminada, com os patamares
de preços no mercado interno brasileiro já
retornando aos níveis anteriores."
Já
a Oxiteno estima para 2006 um crescimento maior do
mercado de solventes industriais em relação
ao ano 2005, apostando principalmente em uma recuperação
do setor de tintas. "A perspectiva de queda de
juros, os anúncios de investimentos da indústria
em geral e o fato de ser um ano eleitoral são
fatores que pesam a favor. Mundialmente, a Oxiteno
estima um crescimento entre 3% e 4 % do mercado de
solventes em 2006", diz Gardelli.
Por
fim, Roberto Rossit, gerente de vendas da Elekeiroz,
lembra que a empresa é a “única
fabricante no Brasil de isobutanol e Nbutanol. Atuamos
no mercado de solventes oxigenados, no qual o crescimento
acompanhou o mercado de tintas. A perspectiva para
2006 é de crescimento ao redor de 4% no mercado
interno se o mercado de tintas acompanhar as estimativas
oficiais de crescimento do PIB.”
Tendências
Como
já foi citado, o mercado caminha para o desenvolvimento
de solventes mais amigáveis ao ambiente e,
principalmente, para a oferta de soluções
apropriadas a cada cliente e aplicação.
“Esse mercado está em evolução
para materiais mais amigáveis ao ambiente e
menos tóxicos ao ser humano. A perspectiva
é de evolução de quantidades
e o mercado mundial evolui da mesma maneira. A Clariant
está presente em todos os países da
América Latina e atua conforme a cultura e
necessidades locais. Existe uma demanda para tecnologias
mais avançadas usando materiais mais "limpos".
A Clariant atua exatamente em novos nichos de mercado
com o seu sortimento de solventes especiais chamados
Glymes, que são dimetil éteres de etileno
e propileno glicol. O nome Glymes vem de Glycol Methyl
Ethers”, afirmam José Müller Ribeiro
e Márcio Souza, vendedores técnicos
da Divisão FUN, da Clariant.
Eles
ainda recordam como tendências “o uso
de solventes mais versáteis, não tóxicos,
em substituição aos solventes habituais
e a possibilidade de uso de solventes não inflamáveis
em operações industriais, onde temperaturas
mais altas são requeridas aumentando a eficiência
e a segurança dos processos. A tendência
desse mercado é a expansão, pois cada
vez mais a indústria quer aplicar materiais
que não são nocivos ao ser humano e
ao ambiente”.
Abreu
considera: “O protocolo de Quioto, a conta de
carbono, os controles de emissão são
alguns dos desafios e balizadores para o futuro dos
solventes industriais. As aplicações
de solventes industriais são de domínio
público há muitos anos e o que se precisa
fazer é adequar as especificações
para atender as melhorias necessárias. Novas
necessidades tendem a ser atendidas por sistemas base
água. Vejo ainda forte tendência para
substituição do etil glicol e do acetato
de etil glicol.”
Para
Gardelli, “o mercado de solventes é bastante
dinâmico, o que permite uma atuação
focada na valorização de sucedâneos
mais competitivos e performantes. A empresa conta
com uma equipe de pesquisadores especializados que,
em seus modernos laboratórios, conduz um processo
contínuo de pesquisa e desenvolvimento para
oferecer ao mercado as melhores soluções
com produtos específicos para cada aplicação.
Do ponto de vista de produtos, o mercado continuará
a ser fortemente movido por inovações
tecnológicas. A estabilização
dos princípios econômicos e a queda dos
juros são fatores que estimularão o
crescimento da base econômica, com conseqüente
reflexo no consumo de solventes no mercado em geral”.
Chamma
recorda: “A indústria brasileira já
demanda tipos especiais de solventes, e/ou solventes
com especificações mais diferenciadas.
O alto preço desses produtos ainda é
uma barreira para o aumento da demanda, mas aplicações
específicas já se mostram viáveis
economicamente. Podemos citar a legislação
estabelecida para 2007 em relação às
especificações técnicas em solventes
hidrocarbonetos alifáticos. Ela trará
produtos competitivos tecnicamente, com produtores
globalizados e em condições comerciais
adequadas ao grande mercado consumidor dessa linha
de produtos. A utilização de solventes
industriais continua em crescimento e acreditamos
que essa demanda aumentará. Algumas linhas
superam o crescimento da indústria, como alguns
oxigenados e ecológicos. Outras seguem o crescimento
da indústria, como hidrocarbonetos alifáticos.
Um terceiro grupo de linhas terá aumento de
consumo inferior ao crescimento da indústria.”
Bittar
reforça: “As principais inovações
no setor referem-se à preocupação
em atender regulamentações locais e
internacionais relacionadas ao ambiente, normas trabalhistas
e limites de toxicidade que possuem impacto direto
em usuários e trabalhadores que estão
em contato com solventes na indústria. Sendo
assim, existir comprometimento quanto a limites de
teor de benzeno, por exemplo, é um diferencial.
Acreditamos que o mercado de solventes continuará
a ter uma grande importância para a indústria,
pois a água que atualmente vem sendo utilizada
em várias formulações estará
destinada a usos mais nobres, isto é, consumo
humano.”
“O
chamado nicho é algo dinâmico, se adapta
às novas necessidades à margem das grandes
tendências. Sendo assim, novos nichos nascem
a cada dia. Para se ter sucesso nesse segmento, o
profundo conhecimento de mercados específicos
faz-se necessário”, analisa Basso, que
aponta como inovações no setor os solventes
para formulações base água e
alto-sólidos.
A
Brenntag crê que as soluções customizadas
de solventes são uma tendência nos mercados
atualmente atendidos, conta Oliveira, citando como
inovações os solventes “environmental
friendly”, ou seja, amigos do ambiente, que
devem aumentar sua participação no mercado
ao longo do tempo.
Maluf
ressalta alguns nichos de mercado a serem trabalhados:
“Nos mercados agrícola os solventes biodegradáveis
e menos fitotóxicos, os sistema solvente, os
desidratadores de álcool em substituição
ao ciclohexano são alguns dos mercados que
terão desenvolvimento no curto, médio
e longo prazos. Com certeza a inserção
dos carbonatos orgânicos em desplacantes, produtos
agrícolas e outras aplicações
são a maior inovação em relação
aos solventes industriais. Representam o que há
de mais modernos em produtos para desenvolvimento
sustentado.”
E
Ferreira antecipa: “As perspectivas são
extremamente promissoras, seja pelo contínuo
crescimento dos solventes oxigenados em substituição
a outras categorias de solventes mais agressivos,
seja pelo desenvolvimento de novos produtos, mercados
e aplicações em andamento. Trabalhamos
com uma perspectiva muito interessante de crescimento
de 4% ao ano em base mundial e de 6% ao ano em regiões
em desenvolvimento, como Ásia e América
Latina, o que nos coloca com boa vantagem competitiva
para aproveitar as oportunidades que certamente surgirão
em breve. Estamos desenvolvendo novas aplicações
do nosso portfólio de produtos para os mercados
agro, home care e personal care.”
Sob
medida
Para
fazer frente à competitividade do mercado,
as empresas estão investindo em soluções
sob medida aos clientes. Com isso, os sistemas solvente
já vão para os clientes formulados e
na quantidade certa para a sua necessidade. “A
Oxiteno é uma empresa preocupada em entender
e satisfazer as necessidades dos seus clientes, visando
encontrar alternativas personalizadas para que eles
possam enfrentar desafios e tenham garantida sua produtividade
e rentabilidade. Nesse sentido, mantemos um corpo
técnico e comercial especializado e laboratórios
equipados para suportar os atuais desenvolvimentos
do mercado. Em 2006, a Oxiteno investirá na
reforma e ampliação de seus laboratórios
de aplicação para garantir a excelência
no atendimento de seus clientes. Nossas futuras expansões
de capacidade e nossos futuros desenvolvimentos de
novos produtos estarão em linha com o crescimento
do mercado, assegurando o compromisso com a evolução
dos negócios de nossos clientes, o que permite
a manutenção da Oxiteno na posição
de um dos líderes no fornecimento de solventes
oxigenados”, defende Gardelli.
Chamma
esclarece: “A Ipiranga Química, por intermédio
do Centro de Distribuição de Guarulhos,
desenvolveu importante habilidade de oferecer soluções
às diversas demandas de diferentes mercados
industriais. Isso requer capacidade instalada e capacitação
técnica, o que a Ipiranga Química pode
oferecer por meio de sua unidade de formulações
e seus laboratórios de aplicação
técnica de produtos.” E continua: “Como
distribuidora de matérias-primas para a indústria,
a Ipiranga Química está sempre buscando
produtos adequados à demanda e à tendência
de tecnologia industrial. Estamos constantemente investindo
em ampliação de nosso portfólio
de produtos, bem como em nossos laboratórios
de aplicação técnica, desenvolvendo
nossa capacidade de atendimento ao cliente com os
novos produtos. Isso também é válido
para solventes industriais, onde temos constantemente
oferecido ao mercado novos produtos, sejam eles individualizados
ou em formulações adequadas às
diversas aplicações.”
“Acredito
que o desenvolvimento de soluções especiais
seja uma tendência para os pequenos consumidores
que têm maior dificuldade no manuseio”,
declara Rossit, avisando que a Elekeiroz estará
ofertando ao mercado volumes maiores de toda a linha
de álcoois a partir de 2008.
“É
importante ressaltar que ao longo da história
da Eastman muitos produtos foram desenvolvidos como
uma resposta a uma necessidade específica.
Podemos novamente citar um exemplo de procedimento
da companhia: a linha de completa de ésteres
de celulose, que a Eastman disponibiliza para seus
clientes ao redor do mundo. Além disso, a Eastman
está sempre pronta para adequar sua produção
à tendência da demanda global. Isso já
foi realizado várias vezes nos últimos
anos e continuaremos a fazê-lo. Podemos citar
como exemplo a construção de uma nova
unidade de texanol na Ásia”, pondera
Basso.
Weber,
por seu lado, explica que “dentro de sua linha
de atuação, solventes hidrocarbônicos,
a Copesul mantém uma postura proativa quanto
às tendências de mercado e de atendimento
às necessidades dos clientes, avaliando ainda
novas oportunidades de negócios”.
“A
Clariant sempre busca a satisfação do
cliente, oferecendo serviços personalizados,
que atendam as necessidades e exigências do
mercado. Atualmente, os solventes são produzidos
na Alemanha, onde a Clariant tem uma grande fábrica
de derivados de eteno. De acordo com a demanda, a
Clariant poderia vir a produzi-los também na
América Latina”, avisam Ribeiro e Souza.
Oliveira
revela que “está em funcionamento, desde
setembro, um laboratório de aplicação
técnica (TLA) voltado primariamente para o
mercado de tintas e vernizes. Esse laboratório,
no entanto, está capacitado a desenvolver formulações
customizadas de solventes para atender não
só o mercado de tintas e vernizes, mas também
aos outros mercados consumidores de solventes. Esse
laboratório, um serviço único
no mercado de distribuição e que servirá
como uma ótima ferramenta de apoio aos pequenos
e médios clientes, que são o foco principal
da distribuição, vem ao encontro de
uma tendência já há muito detectada
pela nossa empresa: a de que a distribuição
de químicos será não somente
uma prestadora de serviços logísticos,
mas também uma provedora de soluções
completas aos mercados em que atua”.
“De
fato, para o mercado de solventes industriais, a grande
tendência são as soluções
a la carte, nas quais a Bandeirante Química
é pioneira e vem buscando ouvir cada vez mais
nossos clientes. A empresa está investindo
o melhor de seu capital humano em projetos voltados
para o mercado de solventes industriais”, analisa
Abreu, complementando: “A Bandeirante possui
uma instalação muito moderna e capacitada
para atender demandas da América Latina, o
que já vem acontecendo de forma cautelosa .
Atuamos com todas as famílias de solventes,
assim como as misturas específicas para tintas
gráficas, embalagens, montadoras, plásticos,
metalúrgicas, eletroeletrônicos etc”.
”A
tendência é a de agregar serviços
a todos os produtos vendidos, como soluções
técnicas adequadas ao tamanho, capacidade financeira
e ao mercado de cada cliente. Esse é o papel
do distribuidor, transferindo tecnologia, crédito,
logística e estoques adequados ao cliente”,
pontua Maluf. Ele lembra que a Carbono tem desenvolvido
produtos e aplicações com “produtos
que minimizam custos e/ou diminuem riscos de manuseio
na fabricação e nos produtos finais,
agregando soluções que facilitem, ou
melhor, venham ao encontro das expectativas dos clientes.
O investimento a ser feito será o de desenvolver
produtos e aplicações, com investimento
em técnicos e laboratórios visando facilitar
o acesso do cliente a tudo o que podemos disponibilizar
aos nossos clientes. Esse é o nosso papel:
o de "produzir soluções”.
“Temos
um laboratório no centro de pesquisas de Paulínia
destinado ao desenvovimento de soluções
taylor made aos nossos clientes. Esse laboratório
tem equipamentos e um software que permitem simular
as propriedades de solvência requeridas pelos
clientes e desenvolver a formulação
otimizada em termos de custo e ambiente. Em 2005,
investimos em torno de 7 milhões de euros nas
nossas unidades, visando aumentos de capacidade e
produtividade, para atender a demanda de crescimento
dos mercados que atendemos e reforçar ainda
mais a nossa competitividade, além de melhorias
de segurança e ambiente, completando um ambicioso
planejamento de investimentos de 25 milhões
de euros nos últimos cinco anos. Como conseqüência,
aumentamos nossa capacidade produtiva em aproximadamente
em 54 mil toneladas anuais (20% a mais), atingindo
a marca de 350 mil toneladas por ano de produtos.
Para 2006 deveremos continuar pelo menos com o mesmo
ritmo de investimentos”, avisa Ferreira.
Já
a equipe da Best Química recorda: “Há
muito tempo, nestes quase 15 anos de existência,
falamos em 'soluções especiais'. Também
houve um tempo em que falávamos muito em 'melhor
opção'. Os jargões se repetem
e se misturam num mesmo mercado. A Best Química,
desde a mudança para a sede própria
- em janeiro de 2003 - insistiu muito no tema de ser
a 'solução em distribuição
e logística', tanto para clientes como para
fornecedores. Temos um trade name denominado Best
Solv, cuja definição operacional é
muito mais simples do que a magnitude do produto e
serviço oferecido. Trata-se de 'soluções
inteligentes com misturas de solventes, especialmente
desenvolvidas segundo as necessidades técnicas
de cada cliente'. Este serviço, associado ao
produto final, evita uma série de transtornos
e requisitos de legislações vigentes
para o cliente final, reduzindo os seus custos e aumentando
a sua satisfação.”
A
solução especial para casa cliente é
vista pela ExxonMobil Química não como
o desenvolvimento de um produto único, "mas
sim como um estudo técnico do problema e a
apresentação da solução
mais adequada para superá-lo, pois produtos
únicos normalmente são mais caros, e
com o passar do tempo o seu uso torna o cliente menos
competitivo no mercado. Com o objetivo de atender
as expectativas de soluções para o mercado,
a ExxonMobil Química possui uma equipe altamente
treinada e capacitada para apresentar as mais variadas
soluções e produtos, sempre levando
em conta o custo-benefício para o usuário.
Também possuímos um network internacional
que nos possibilita encontrar a solução
num prazo de tempo bem curto, além do suporte
de nossos laboratórios nos Estados Unidos e
Europa. A ExxonMobil tem como core business o mercado
de solventes, portanto toda a atenção
está voltada para tal negócio, que tem
demonstrado uma excelente performance em todo mundo”,
conclui Bittar.
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